Top 10 – Vitórias Menos Distribuídas (Parte 1/2)

13 10 2012

Uma das caraterísticas mais notórias quando se observam quando se vasculham os recordes da Fórmula 1 é a presença constante de um certo alemão. Pois é, 5 títulos em 10 anos de Ferrari também ajudam, mas Michael Schumacher não chegou à liderança das tabelas de quase todos os recordes da F1 sem talento.

Mas como me apetece fazer um Top 10, e não me apetece fazer a desfeita aos meus leitores de colocar o Schumacher na liderança de algo neste blog, decidi manter-me no tópico dos países no automobilismo como no post sobre a China. Lembrei-me de fazer dos países com mais vitórias, e daria Reino Unido no topo. Mas para o fazerem precisaram de 19 vencedores, enquanto o segundo classificado a Alemanha apenas “usou” 7, logo tem maior aproveitamento, por assim dizer. E foi aí que tive a ideia para o post.

Basicamente a ideia é a seguinte. Países que tenham tido 2 ou menos representantes com vitórias na F1. Como os malucos costumam ter sorte, depois de consultar um pouco o Stats F1 descobri que existem exatamente 10 países nessa condição… A ordem para os classificar é a média de vitórias por piloto.

10 – Venezuela

1 Vitória. 1 Vencedor. Média: 1

No último lugar da lista aparece a mais recente adesão ao grupo dos países vencedores. O país da América do Sul nunca foi exatamente rico em talento, e antes da entrada de Pastor Maldonado tinha o mesmo número de pilotos que a Índia. O seu melhor resultado anteriormente era um sexto lugar de Johnny Cecotto.

Mas os apoios de Hugo Chávez sob a forma da petrolífera PDVSA aos pilotos do seu país têm estado a fazer aparecer venezuelanos no automobilismo mundial como EJ Viso na IndyCar, Cecotto Jr. na GP2, e o responsável por colocar o país nesta lista, Pastor Maldonado.

O piloto da Williams conseguiu este ano acabar com o jejum de oito anos da equipa inglesa, e colocar a bandeira venezuelano no topo do pódio de Montmeló, depois de uma acirrada disputa com o bi-campeão Fernando Alonso, em que se comportou de maneira brilhante.

Claro que desde então só voltou a terminar nos pontos mais uma vez, mas se conseguir comportar-se nas restantes corridas como fez em Monza, acredito que terá mais potencial que Bruno Senna. O que tendo em conta a presença de Valtteri Bottas dava jeito, convenhamos…

9 – Polónia

1 Vitória. 1 Vencedor. Média: 1

É certo que o país da Europa Central tem as mesmas estatísticas que o 10º colocado desta lista, mas enquanto os venezuelanos podiam-se gabar de já ter tido alguém a representá-los, os polacos apenas tiveram um representante, portanto ainda bem que lhes calhou alguém como Robert Kubica.

Depois do fracasso de Jacques Villeneuve na BMW em 2006, coube ao jovem Kubica tomar o seu lugar para o GP da Hungria, onde impressionou bastante com o seu 7º lugar (que mais tarde seria retirado por motivos técnicos), e acabou o ano com um pódio no GP de Itália.

Depois de dar luta nos anos seguintes ao companheiro de equipa Nick Heidfeld, o polaco conquistaria o seu primeiro triunfo no GP do Canadá de 2008, aproveitando o falhanço cerebral de Hamilton, que levou pelo caminho Kimi Raikkonen. E poderia ter sido o início de algo ainda maior, não fosse a casmurrice de Mario Theissen em concentrar os esforços para 2009, ano desastrado para os alemães e que ditou o final da equipa.

O resto já se sabe. Desejamos todos um regresso rápido a Robert, que recentemente regressou ao volante, vencendo o Rali Ronde Gomitolo di Lana, e afirmou que o objetivo é regressar à F1 em 2014. Todos os fãs assim o esperam porque se há piloto que tem muito mais do que as estatísticas o aparentam é Kubica…

8 – México

2 Vitórias. 1 Vencedor. Média: 2

O GP do México teve ao longo da história da F1 16 edições (uma delas extra-campeonato) e todas foram realizadas num circuito originalmente chamado Magdalena Mixhuca, perto da capital. No entanto, apenas um ano após a sua abertura mudou a sua nomenclatura para Autódromo Hermanos Rodríguez. Os Schumacher podem ter sido os primeiros irmãos a fazerem dobradinha na F1, mas os irmãos mais famosos no automobilismo são os Rodríguez.

Entre ambos, o merecedor de maior destaque nesta lista é Pedro Rodríguez, o vencedor em questão. Ambos chegaram à notoriedade como motociclistas, com Pedro a vencer em 1953 e 1954. Fez a estreia em Le Mans com apenas 20 anos partilhando um Ferrari 250 Testa Rossa com o irmão Ricardo. Viria a vencer em 1968 ao volante de um Ford GT40 com Lucien Bianchi (tio-avô do atual líder das World Series).

Após a trágica morte do irmão nos treinos para o GP do México de 1962 chegou a considerar abandonar a competição, mas no ano seguinte fez a sua estreia na F1 na etapa dos EUA ao serviço da Lotus. Apesar das suas duas vitórias (África do Sul 1967 e Bélgica 1970) o mexicano tornou-se mais conhecido pelas suas prestações com a Porsche em Endurance.

Morreu a 11 de Julho de 1971 numa corrida Interserie em Norisring, e para além do autódromo em Novo México tem ainda o seu nome numa curva do autódromo de Daytona.

7 – Suíça

7 Vitórias. 2 Vencedores. Média: 4,5

Localizada na Europa Central, e estando rodeada de países como a Alemanha, a Itália, a Áustria e a França não deixa de ser curioso como a Suíça conseguiu a proeza de não se ver envolvida em nenhuma guerra desde 1815, quando foi restabelecida como estado independente. Mas existe uma guerra que os suíços têm feito ao longo dos tempos. A guerra contra o automobilismo…

Após o tragicamente famoso acidente nas 24 horas de Le Mans, em que o piloto Pierre Levegh e 83 espetadores morreram (para além de mais de uma centena de feridos), vários países, como a Suíça, a banirem o automobilismo no seu território. Só que ao contrário dos restantes, o país da Europa Central decidiu manter esta medida até aos nossos dias, levando a que o GP da Suíça se realizasse posteriormente em Dijon (França).

Mas num dos melhores exemplos práticos de “dá Deus nozes a quem não tem dentes”, os suíços deram a F1 dois vencedores de corridas, e um total de 7 vitórias, possuindo a honra de ser apenas um dos 21 países que já chegaram ao lugar mais alto do pódio, para além de terem uma das equipas mais tradicionais da categoria, a Sauber.

O primeiro a ter a honra foi Jo Siffert, mais conhecido por Seppi, quando venceu o GP do Reino Unido em 1968, aguentando Chris Amon durante uma boa parte da corrida em Brands Hatch. O segundo, e mais famoso, foi Clay Regazzoni, que pilotou por Ferrari e Williams, e se tornou mesmo vice-campeão mundial em 1974, perdendo para Emerson Fittipaldi.

6 – Bélgica

11 Vitórias. 2 Vencedores. Média: 5,5

O pequeno país não tem exatamente pouca tradição no automobilismo, sejamos honestos. O exemplo mais sonante, claro, é o atual piloto da Lotus, Jérôme d’Ambrosio. Não, mas se você pensava que eu estava a falar a sério, então aconselho-o a mudar de hobby…

O autódromo de Spa-Francorchamps pode até ser uma pista que muitos pilotos (nomeadamente Rubens Barrichello e Kimi Raikkonen) têm em conta como a melhor do mundo, mas a tradição belga vai mais além do que o circuito… e d’Ambrosio. Nomeadamente com dois vencedores de grandes prémios.

Em primeiro lugar, um homem que dispensa grandes introduções, Jacky Ickx. O belga é extremamente conhecido pela sua carreira de Endurance, onde conta com 6 vitórias nas míticas 24 horas de Le Mans, mas obteve resultados igualmente impressionantes na F1. Fez a estreia em Nurburgring 1967 num carro de F2 em que chegou a rodar em 5º, depois de na qualificação apenas ter sido batido por dois pilotos de F1 (Hulme e Clark). No mesmo ano conseguiu um ponto em Monza, e no ano seguinte aos comandos da Ferrari venceu o GP da França sob chuva intensa.

O resto da carreira foi impressionante, apesar da injustiça de nenhum título conquistado. Vice-campeão em 1969 e 1970, com 8 vitórias e 25 pódios.

Em segundo veio Thierry Boutsen, que depois de pagar 500 000 dólares por uma vaga na Arrows em 1983 (talvez não o melhor modo  de impressionar nesta lista), conseguiu uma vitória durante alguns momentos até de Angelis ter conseguido reverter a sua penalização. Depois de uma breve passagem pela Benetton, conseguiu a confiança de Sir Frank Williams em 1989 e 3 vitórias. No entanto acabaria por ser substituído por Nigel Mansell, e desde então nunca mais houve uma vitória belga.

Poderia quase dizer que sentia pena de um país cuja esperança é Jérôme d’Ambrosio, mas depois lembro-me que sou de um país cujo melhor resultado foi um terceiro lugar numa corrida de seis carros…

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Menos Problemas, Mais Velocidade

7 09 2012

Pastor Maldonado decidiu brincar um pouco com as constantes penalizações que tem sofrido esta temporada, com a a inscrição visível na parte de trás do seu capacete.

“Menos Problemas, Mais Velocidade”.

E ele bem precisa: já não consegue pontuar desde que venceu o GP de Espanha, ao ponto de Bruno Senna estar a apenas 5 pontos, apesar de ainda não ter conseguido melhor que um sexto lugar. Vejamos como o venezuelano reage, relembrando que tem uma penalização de 10 lugares na grelha pelos incidentes na Bélgica (toque em Glock e partida falhada).





O “regresso” da Williams

14 05 2012

Ainda me lembro do GP do Brasil de 2004. Foi a primeira corrida de Fórmula 1 que vi desde o início até ao fim. Foi bastante memorável, por acaso. Depois de um domínio gigantesco (com 13 vitórias), Michael Schumacher teve um fim-de-semana bastante fraquinho; Rubens Barrichello fez o seu melhor GP caseiro de sempre, terminando no pódio.

E o vencedor? Um colombiano que se vinha a assumir como um potencial campeão, e que se iria mudar para a McLaren em 2005 para formar uma dupla temível com Kimi Raikkonen. Era também a única vitória para a Williams nesse ano depois de uma temporada bastante fraca. Em 2005 melhores tempos viriam…

Mas não vieram. 2005 foi o início da Williams como equipa do pelotão do meio, que foi dolorosamente cimentada nessa posição com um 2006 péssimo. A troca dos Cosworth pelos mais potentes Toyota ajudou a equipa a subir um pouco, para lugares nos pontos habituais, com dois ou três pódios ocasionais. 2010 ainda foi decente, mas 2011 foi a pior temporada de sempre da equipa britânica.

2012, por acaso não prometia muito mais. A manutenção de Pastor Maldonado e a contratação de Bruno Senna pareciam indicar que a equipa se afundava cada vez mais, procurando desesperadamente fontes de dinheiro. A contratação de Coughlan, envolvido no escândalo Stepneygate em 2007 também não ajudaram a dar credibilidade ao projeto.

Mas ontem, contra todas as expetativas (as minhas inclusive), a Williams provou a todos que o FW34 é um ótimo carro, e que o pouco cotado Maldonado tem talento suficiente para aguentar a pressão do bi-campeão mundial Fernando Alonso durante várias voltas para garantir o primeiro triunfo da equipa em oito anos, ocasião daquele GP do Brasil de 2004.

O venezuelano esteve brilhante, não hajam dúvidas, fazendo a pole position, e fazendo um ritmo de corrida excelente, sem nunca largar Alonso no início da corrida, o que lhe valeu o merecido triunfo.

Embora tenha sido contra as minhas expetativas, não foi certamente contra a minha vontade. Torci imenso por Maldonado ao longo da corrida, e espero (tal como todos os fãs de F1, certamente) que este “regresso” da Williams seja definitivo e não só pontual. Tomara!

PS: E destaque ainda para a solidariedade entre as equipas na ocasião do fogo na garagem da Williams após a corrida. Felizmente ninguém se parece ter ferido com gravidade.





Rever a opinião

20 03 2012

E começou finalmente a temporada. Confesso que odeio profundamente a pré-temporada, ver carros a testar sem se fazer a mínima ideia de onde estão em relação aos outros. Mas gosto bastante de ver a primeira corrida do ano. Folha em branco. Os primeiros indícios de como a temporada se irá traçar. E pelo que se viu de 2012 dá para perceber que temos uma grande temporada a desenhar-se…

Pela primeira vez em anos mais recentes acho que não alteraria nem um pouco as diferenças de andamento das equipas. Quer dizer, tenho a minha equipa favorita (e piloto favorito) a vencer, o “Iceman” não perdeu nenhuma das suas capacidades, a Lotus tem um carro melhor que a Ferrari, a Ferrari anda com tantas capacidades quanto um Toro Rosso, e a Williams parece ter voltado a níveis de 2010.

Aliás, no meio de tudo, acho que foi essa a melhor novidade de 2012. A Williams, mesmo longe de pensar em pódios, mostrou que está a sair da queda livre em que se encontrava. Por pior que esteja a Ferrari, continua a ser a Ferrari, por isso passar uma corrida inteira a pressionar Fernando Alonso é um grande feito para uma equipa que só bateu as “estreantes” no ano passado.

O problema é que numa equipa pequena e desesperada por resultados, quando alguma oportunidade é desperdiçada rapidamente se cai em desespero. Pastor Maldonado seguia atrás de Alonso quando na última volta perdeu o controlo do carro e perdeu a hipótese de conquistar mais pontos em Melbourne que na temporada de 2011 inteira.

Eu não sou nada fã do venezuelano. O título de GP2 pode até ser impressionante, mas ao fim de 4 temporadas na categoria alguma coisa tinha que ter aprendido. Mas, também tenho a perfeita noção de que é um piloto com talento. Não é qualquer idiota que consegue andar ao mesmo ritmo de um bi-campeão mundial… E para aqueles que criticam o facto de ter arriscado demais quando tinha 8 ponto garantidos, eu lembro que estão proibidos de voltarem a reclamar de que os pilotos atuais não têm garra.

É aqui que Alex Wurz vai entrar em ação, como consultor dos pilotos da Williams. Dando-lhes confiança para atacarem, mas relembrando-os a pensar bem antes de o fazerem. Porque rebaixar um piloto que erra, apenas o vai tornar num cauteloso que se arrasta pelo pelotão… Revejam a vossa opinião.

E a propósito disso, há outra revisão de opinião (desta vez minha) para fazer. Como já disse anteriormente tenho um ódio de estimação ao Fernando Alonso. Mas, como pedir revisões de opinião e ser inflexível na minha é (no mínimo) patético, vou admitir que o espanhol me convence cada vez mais que é imbatível se ficar com o melhor carro. Não vou torcer para que isso aconteça, mas a ficar em 5º com um Ferrari que mal consegue entrar nos pontos é simplesmente brilhante.

E pronto, aproveitem, porque tão cedo não voltarei a dizer palavras simpáticas sobre o Alonso: tenho medo que me faça mal…





Nos limites da estupidez

27 08 2011

A qualificação de hoje foi bastante movimentada, com a chuva a ter um papel importante nisso, mas também as inúmeras surpresas: o despiste de Schumacher, a passagem de Heikki Kovalainen à Q2, o sexto lugar de Jaime Alguersuari e o sétimo de Bruno Senna. Mas aquilo a que me vou referir neste post é ao incidente de Pastor Maldonado e Lewis Hamilton.

Vindo na sua volta rápida, Hamilton aproximou-se dos dois Williams na última curva. Necessitando de perder o menor tempo possível, Lewis lançou-se e passou Maldonado, mas ambos tocaram-se levemente, pois Pastor queria manter a sua linha. Nada de especial, portanto. No entanto, quando passaram La Source, Maldonado começou a acelerar (quando a sessão já tinha terminado). Hamilton fez-lhe um gesto com a mão para mostrar o seu descontentamento pela manobra anterior. Mas, Maldonado continuou a acelerar e virou bruscamente para a esquerda arrancando a asa dianteira do McLaren de Hamilton.

Apesar de ficarem dúvidas sobre qual o culpado, na câmara onboard de Hamilton dá para ver que o inglês não alterou  a sua trajectória, sendo o venezuelano a mudar. Muito parecido com o acidente de Vettel e Webber em Istambul 2010, com a diferença de que neste caso ficou a sensação de algo premeditado…

E a punição por esta atitude de Maldonado? Cinco lugares no grid… A FIA pelos vistos acha divertido ver pilotos a tentarem matar-se uns aos outros. Maldonado não se tinha qualificado baixo, como tem um carro bastante lento, pelo que não lhe vai fazer diferença alguma! Já no ano passado a penalização a Schumacher depois de ter tentado espremer Barrichello contra o muro, tinha parecido muito leve (10 posições no grid).

A FIA pelos vistos acha que cruzar linhas brancas, falar mal numa entrevista, ou andar 1 km/h acima do regulamento no pitlane, são infracções mais perigosas que um piloto a atirar o carro para cima de outro, o que se diz alguma coisa é que a organizações vem a roçar os limites da estupidez…





Preparação…

11 06 2011

Depois da qualificação de hoje, pode-se afirmar que aquilo a que assistimos foi uma preparação daquilo que virá amanhã. É que se é certo que Sebastian Vettel voltou a conseguir a pole position, foram também notórios dois aspectos: a perda de eficácia do RB7 nesta pista, que levou os adversários a aproximarem-se; e as incertas condições meteorológicas da corrida de amanhã, pois algumas equipas arriscaram um set-up de chuva, com vista a colherem os frutos amanhã.

Analisando os dez primeiros, percebe-se que não existiram grandes surpresas. Red Bull continua à frente, com McLaren e Ferrari nos calcanhares, e mais atrás assistimos ao distanciamento da Mercedes em relação à Renault. De salientar a performance de Felipe Massa, que embora tenha sido batido mais uma vez pelo companheiro de equipa, conseguiu ficar a escassas milésimas de segundo, dando a sensação de estar ao nível de Alonso.

De la Rosa foi chamado 10 minutos antes do 2º treino livre.

Os rookies deram um ar da sua graça, com Maldonado e di Resta a levarem os seus carros para junto dos Renault, mostrando-se mais fortes que os colegas mais experientes. Pérez não se pôde colocar nesta lista, pois sentiu dores, acabando por ter que entregar o seu lugar a de la Rosa, que foi chamado por Peter Sauber para correr (quando o espanhol estava ainda na box da McLaren) apenas dez minutos antes da sessão de treinos… De la Rosa até conseguiu um bom resultando tendo em conta as circunstâncias, mas concordo com David Coulthard, que na BBC perguntou porque não teria a Sauber colocado Gutiérrez de prevenção.

No fundo da tabela, duas situações de desespero: Virgin e Alguersiari. Começando pela equipa inglesa (ou antes, russa…) é notório o fracasso do MVR-02, sendo que foram batidos pelos HRT, e d’Ambrosio nem conseguiu chegar aos 107%, não alinhando na corrida de amanhã! Já Alguersuari está a começar a ceder à pressão de perder o seu lugar, com duas performances fracas, que só vêem a aumentar as hipóteses de ser substituído por Ricciardo.

Veja os resultados completos.





Troca de favoritismo

31 05 2011

Antes de mais tenho que dizer que não publiquei aqui no blog o que aconteceu na qualificação e na corrida, pois não as pude ver. Só pude ver a corrida ontem, e, lá me aconteceu outra vez, sempre que não vejo a F1, uma das melhores corridas de sempre acontece… Enfim, consegui “resguardar-me” das informações, e vi na 2ª feira a corrida, como se a estivesse a ver ao vivo, apenas sabendo os resultados da qualificação.

Foi uma grande corrida, não hajam dúvidas. Acidentes, disputas, ultrapassagens, incerteza. Tudo o que uma corrida de Fórmula 1 deve ser, aconteceu no GP do Mónaco. Não vou gastar o vosso tempo, escrevendo um artigo sobre o que se passou na corrida, visto que por esta altura já devem saber perfeitamente o que ocorreu, quanto mais não seja pela visita aos excelente blogs que aqui estão no “blogroll”.

Creio que, no entanto, vale a pena gastar a algum tempo com a corrida de ambos os pilotos da McLaren. Comecemos por Lewis Hamilton. O britânico estava a ter um fim-de-semana menos conseguido em Mónaco, começando pelo azar da qualificação. Parecia que se estava a recuperar, com uma boa passagem a Schumacher, e recuperando bem, até que encontro Felipe Massa. O resultado da disputa acabou por ser um drive through penalty, devido ao abandono do brasileiro.

Novamente em recuperação, Hamilton viria a colocar-se em mais dois momentos de acidente: o que levou à segunda passagem do Safety-Car, e contra Maldonado. Se no primeiro está isente de culpas, no segundo não deixou espaço ao venezuelano, que vinha a fazer uma corrida fantástica. E, no fim, para acabar em glória, acusa os outros de causarem acidentes, e de achar que a FIA anda atrás dele, “se calhar porque sou preto”…

Ao longo dos últimos anos tenho torcido por Hamilton, mas ultimamente ele parece ter-se tornado não só arrogante, mas também agressivo. Tudo isto, talvez, fruto de uma ausência de triunfos acentuado, pois tem sido colocada sobre si pressão para voltar a conquistar o título. Aliás, após o título muitos pilotos ficam excessivamente arrogantes, e creio que Lewis está a passar pelo mesmo que Alonso.

No outro extremo temos Jenson Button. O companheiro de equipa de Hamilton, fez uma excelente exibição, e teria sido muito provavelmente o vencedor deste GP, não fossem os Safety-Car que lhe arruinaram as hipóteses. Jenson fez tudo bem, e tal como no GP de Itália do ano passado, foi frustrante vê-lo a conduzir perfeitamente sem falhas, e no final perder por puro azar! Mesmo com tudo isto, Button foi humilde o suficiente para dar os parabéns aos seus adversários.

E aqui está a questão: o título não pode ser condição de se tornar uma besta. Desculpem a expressão, mas é verdade. Button prova-nos a todos que é possível estar no topo da categoria mais hipócrita do automobilismo jogando de acordo com as regras, e sendo um tipo porreiro. Aliás, o britânico é dos poucos pilotos de topo que não possui inimigos: uma raridade nos dias de hoje.

Até aqui tinha vindo a gostar cada vez mais de Button, mas hoje ficou provado: o britânico é o único piloto de topo, que combina talento e simpatia, o que me leva pela primeira vez a ter um piloto favorito na F1.