Quanto mais?

16 04 2012

Decididamente esta temporada de 2012 parece estar muito mais interessante. Se no ano passado vimos o domínio absoluto de um piloto, este ano em apenas três corridas já vimos três vencedores… de três equipas diferentes!

A etapa chinesa foi uma dos melhores dos últimos tempos, ainda que com um início quase em fila indiana nas primeiras voltas, contou com várias lutas interessantes, e por uma proximidade entre os concorrentes, em que chegaram a existir autênticas filas com mais de 7 carros em lutas por posição.

A vitória caiu nas mãos de Nico Rosberg, que conseguiu a sua primeira vitória, bem como a primeira da Mercedes como equipa desde 1955, numa corrida absolutamente perfeita do alemão. Aliás, creio que nunca vi uma corrida em que se acreditava que o pole position dificilmente conseguiria vencer como nesta. A ideia de que os Mercedes voltariam a não conseguir poupar os pneus revelou-se falsa, ao ponto de terem arriscado numa estratégia de apenas duas paragens…

A corrida teve alguns destaques, o principal deles a ser sem dúvida o facto de após a sua pior temporada de sempre, a Williams se ter definitivamente recolocado no caminho certo, com ambos os carros a pontuarem, o que terá sido uma das melhores prendas que Sir Frank poderia receber na véspera do seu 70º aniversário.

Foi também um novo desastre para a Ferrari, que apenas conseguiu colocar Fernando Alonso no nono lugar, sendo que Felipe Massa é o único pil0to das equipas “não-novas” (se bem que de novas já não tenham nada…) a não ter conseguido pontuar.

Mas, houve uma afirmação de Alonso que me deixou a pensar, quando ele disse que esperava que a sua equipa recuperasse, e que seria bastante normal que as equipas pequenas (como Sauber ou Williams) que atualmente estão na frente, começarão a ficar para trás devido à falta de recursos financeiras em comparação às maiores.

E embora a capacidade de recuperação da Scuderia possa ser posta em causa, a segunda parte realmente deixa alguma preocupação. Para qualquer verdadeiro fã de Fórmula 1, ver Williams e Sauber na frente é excelente, mas resta ver se as equipas conseguem manter a sua performance.

Quanto tempo mais conseguiremos assistir a estas pequenas equipas a derrubar gigantes?

PS: Mais alguém reparou na maneira como o Norbert Haug festejou a vitória da Mercedes? Ou é um fã incondicional emocionado, ou então já devia ter uma corda no pescoço posta pelos accionistas da marca pela falta de resultados…