O regresso à boa forma

21 05 2011

A chegada ao circuito de Montmeló era aguardada para verificar qual o verdadeiro andamento dos monolugares. A pista espanhola privilegia mais o carro do que o piloto, logo era a situação ideal para se entender qual a rapidez verdadeira do carro. Apesar de se ter confirmado que a Red Bull é de facto a equipa dominante, com quase 1 segundo de vantagem sobre os rivais, foi Webber quem ficou à frente desta vez, retirando Vettel da pole pela primeira vez desde o GP de Abu Dhabi de 2010.

Foi possível observar que o australiano não festejou muito o seu feito, e até é compreensível: é na corrida que se ganham os pontos, e é aí que Mark ainda não venceu o seu companheiro de equipa este ano… Daí que nada esteja decidido, e ainda para mais Sebastian afirmou que não pôde usar o KERS… Nada está decidido, portanto!

Webber conseguiu retirar Vettel do meio desta imagem...

Para analisar o resto do grid, comecemos pela Q1, onde Heidfeld e Barrichello surpreenderam pela negativa, ao não conseguirem passar. O primeiro acabou por nem poder participar, pois o seu carro incendiou-se no 3º treino livre (por uma falha no sistema dos escapes, supostamente), enquanto o último teve um problema com a caixa de velocidades. Os seus companheiros saíram-se melhor, conseguindo chegar à Q3.

A surpresa acabou por ficar por conta da Lotus, que apresentou várias melhorias aerodinâmicas para o GP espanhol, e acabou por se distanciar fortemente de Virgin e HRT, com Kovalainen a passar à Q2, onde conseguiu bater os Force India(!), pese embora o facto de as duas “desistências” da Q1 terem ajudado.

Foi aqui que ficaram ambos os Sauber e Toro Rosso que deverão, tal como nas corridas anteriores, lutar pelos últimos lugares pontuáveis, caso uma das equipas de topo falhe.

Na Q3, apenas McLaren e Red Bull foram para a pista no início da sessão, e parecia que ia ficar por aí, devido às grandes diferenças entre os pneus duros e macios, bem como pela necessidade de poupar um jogo para a corrida. Maldonado não tinha nada a perder, e foi para a pista contando que os outros não fossem, elevando-o a quinto.

Na corrida, será interessante ver o que fará Schumacher.

Contudo, Michael Schumacher teve uma ideia ainda melhor: foi para pista, obrigando os adversários a também irem, de modo a não ficarem nas últimas posições. No entanto, Schumi não fez qualquer volta, voltando às boxes, podendo por isso obrigar os adversários a gastarem um jogo de macios, sem que ele o tivesse que fazer. Uma decisão inteligente, que lhe poderá render frutos na corrida…

De realçar ainda, o facto de Alonso ter conseguido dividir os McLaren, ficando em 4º. Contudo, talvez não tenha sido a decisão mais feliz, já que o obrigou a sacrificar um jogo de pneus de corrida, o que lhe poderá custar caro, até porque já se percebeu que agora a qualificação já não tão importante!

Pequenos destaques

DRS – a FIA anunciou que nos GP’s do Canadá e da Europa serão usadas duas zonas de DRS, somando-se a isto o facto de o GP de Espanha ter a maior zona do dispositivo desde que foi implementado, para a corrida de amanhã. Como se não bastasse existir, a FIA quer-nos forçar o DRS ainda mais…

Bandeiras nas asas – não sei se fui o único a reparar, mas a Sauber colocou “Mexico” escrito na sua asa traseira, tal como a Williams, que tem “Venezuela”. Pelos vistos os países acham que é o melhor modo de se promover. E pensar que a McLaren chegou a fazer negociações o ano passado para ter “Visit Lybia”… talvez não seja a melhor altura para o fazer agora!

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Red Bull mantém superioridade

7 05 2011

Grandes eram as expectativas para este primeiro GP europeu da temporada, contudo tudo se manteve: Red Bull permanece dominante. Pronto, não estou a ser justo, ocorreram, de facto, várias mudanças, mas comecemos pela frente. Vettel e Webber colocaram os RB7 na frente (por esta ordem), e enquanto os outros tentavam mais uma volta para os bater na qualificação, eles decidirem poupar um jogo de pneus para a corrida. Uma inspiração na vitória de Hamilton na China…

Os dois McLaren acabaram por não conseguir evitar a superioridade dos austríacos, mas ao menos aproximaram-se um pouco mais. Uma das surpresas foi a Mercedes, que parece ter conseguido recuperar terreno após duas primeiras corridas bastante desanimadoras, e Rosberg, a partir de 3º, poderá tentar dar luta aos Red Bull na corrida. A Renault também esteve bem, embora a melhoria dos alemães a tenha impedido de se chegar mais à frente.

Vettel aproveitar para irritar Verstappen mais um pouco...

A Ferrari acabou por decepcionar, pois Massa e Alonso estiveram sempre muito longe do ritmo dos rivais, e o 5º lugar de Fernando poderá ser considerado um grande feito. Para a alegria dos seus fãs, mesmo em crise a Williams parece ter conseguido um aumento de performance, com Barrichello a quase passar à Q3. Os seus maiores rivais do momento são mesmo a Force India, e a Sauber, que não pôde contar com Kobayashi por problemas na Q1.

A Toro Rosso ficou atrás, parecendo ter perdido o “comboio” do meio, e com uma Lotus surpreendente a pouca distância. Kovalainen ficou bem perto, e se não fosse um problema com o DRS, Trulli poderia ter-se imiscuído na luta. Isto sem que tenham sido feitas as maiores alterações ao T128, que apenas virão em Barcelona… Bem se pode entender as expectativas de Mike Gascoygne para o GP de Espanha!

A surpresa da qualificação ficou, no entanto, no fim do grid. Após um Inverno cheio de dúvidas acerca do seu futuro, a Hispania tem progredido bastante desde que falhou a qualificação em Melbourne, tendo Liuzzi conseguido qualificar-se à frente de um Virgin (Glock, que parece cada vez mais desmotivado), o que é incrível tendo em conta a diferença de preparação de ambas as equipas…

Veja os resultados completos.





Vettel… novamente!

16 04 2011

Começa a ficar cansativo, mas é esta a realidade: Sebastian Vettel voltou a conseguir colocar-se na pole position, sendo a sua 4ª pole position consecutiva, e a sua 3ª no circuito de Shangai. O alemão dominou por completo os acontecimentos, e o facto de não ter liderado as duas primeiras sessões (Q1 e Q2) deve-se ao facto de não se ter querido dar-se ao trabalho…

Atrás dele ficaram os dois McLaren, com Button à frente, ainda que a uma considerável distância de 0,7 segundos (!). No fim, quando os pilotos britânicos esperavam por Vettel para a conferência (que não pôde sair do carro por uma análise da FIA) e este finalmente chegou, Hamilton perguntou-lhe na brincadeira “foi fácil, hã?”.

Vettel esteve novamente imparável.

O exacto oposto de Vettel foi o companheiro Webber, que não pôde utilizar o KERS após este ter falhado no terceiro treino livre, e acabou na 18ª posição. O australiano só conseguiu uma volta que não lhe correu de feição, sem utilizar os pneus macios (grande erro de estratégia da Red Bull, pois sem o KERS estes seriam necessários…), e acabou a discutir com um comissário da FIA, pois teria sido uma demorada análise da distribuição de pesos do RB7 que lhe roubou o tempo para tentar novamente.

Nas posições seguintes os dois Ferrari foram batidos pelo Mercedes de Rosberg, que mostrou grandes melhorias, e ainda a surpresa da Toro Rosso que conseguiu colocar ambos os pilotos no Q3. A Renault teve um dia para esquecer, pois Petrov, embora tenha passado à Q3, ficou sem potência o que deixou muitos pilotos em apuros (entre eles o companheiro Heidfeld), o que deixou alguns pilotos furiosos, com Barrichello a ter pedido mesmo uma penalização para o russo.

Di Resta conseguiu bater o seu companheiro para entrar no Q3, os Williams deram sinais de alguma melhoria em relação a Sepang, embora ainda estejam um pouco atrasados, e Schumacher ficou novamente no Q2. De resto foi tudo normal, com destaque para o facto de Liuzzi ter ficado a apenas meio segundo de d’Ambrosio, o que mostra o desenvolvimento da HRT (e o atraso da Virgin), e também Kovalainen ter colocado o Lotus a uma distância mais curta que o habitual das equipas mais “antigas.

Veja os resultado completos.