Auf Wiedersehen

6 10 2012

O anúncio da Mercedes a semana passada surpreendeu algumas pessoas. Ao longo do ano o discurso de Ross Brawn e de muitos dos dirigentes da Mercedes era de que Michael Schumacher seria muitíssimo bem-vindo a permancer se assim o desejasse. E no entanto aquilo que vimos hoje na conferência de imprensa do alemão foi uma saída pela porta dos fundos (pelo menos, quando consideramos a carreira dele).

Depois de a Mercedes tê-lo simpaticamente despedido, com a contratação de Lewis Hamilton, e de Niki Lauda a afirmar que o inglês era na sua opinião o melhor piloto de F1 na atualidade (imediatamente a seguir a ser anunciado como consultor da Mercedes, curiosamente), começaram 1001 rumores, que segundo o próprio era de facto verdadeiros, sobre ofertas de outras equipas ainda interessadas no alemão. No entanto, Schumi decidiu voltar para o mundo mais calmo da reforma.

Nunca fui fã do alemão, mas também sei que não se chegam a 7 títulos, 91 vitórias e muitos outros recordes sem ser um dos melhores pilotos de sempre. No entanto não concordo com quem argumenta que ele deveria parar para salvaguardar o seu legado. Afinal, bem vistas as coisas, quem realmente se deve preocupar com isso é ele. Mas vale a pena interrogar-mo-nos sobre isso: será que ele se arrependeu?

Ao longo dos anos Schumacher foi criando o mito do piloto invencível, que somou recordes atrás de recordes, numa parceria vencedora com a Ferrari, que durante o início do século XXI nos forneceu algumas das mais aborrecidas temporadas de sempre. O mito do Schumi imbatível nasceu, e mesmo os dois títulos de Alonso não conseguiram apagá-lo. Michael saía da F1 lutando taco a taco com os melhores.

Mas a saída poderá ter sido também fruto de não querer partilhar a equipa com Kimi Raikkonen. De qualquer das maneiras o alemão fartou-se da reforma e depois de ter chegado a ser anunciado para substituir Massa depois do acidente e falhar, acabou por regressar ao serviço da Mercedes.

3 anos depois pode-se seguramente assumir como tendo falhado. Afinal um pódio para quem tinha como objetivo o título é pouco. Para além de que se tivesse sido outro qualquer a ser batido nos 3 anos por Nico Rosberg certamente que já teria sido despedido há mais tempo e de uma maneira muito menos simpática…

A saída de Schumi pode deixar muitos saudosistas insatisfeitos, mas sinceramente não posso dizer que vá sentir falta dele no grid de 2013.

PS: E esta história de que daqui a 10 dias Kimi Raikkonen vai anunciar o que vai fazer em 2013? Mas o contrato com a Lotus não era de 2 anos? Hmm, prefiro não arriscar nada, esperemos…

Advertisements

Acções

Information

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: