Transitório

26 09 2012

Enquanto Sebastian Vettel esperava juntamente com Jenson Button na sala dos comissários após o GP de Singapura pela decisão sobre o incidente entre ambos quando o Safety Car estava em pista, Davide Valsecchi festejava feliz da vida em Singapura o título da GP2, que este ano foi até Marina Bay para a sua última ronda.

O italiano juntou-se a Nico Rosberg, Lewis Hamilton, Timo Glock, Giorgio Pantano, Nico Hulkenberg, Pastor Maldonado e Romain Grosjean, no grupo de vencedores da categoria que acompanha o circo da F1 na maioria dos fins-de-semana, mas infelizmente dentro de todos parece ter mais em comum com o compatriota Pantano, na medida em que dificilmente conseguirá chegar à F1 também…

Valsecchi conseguiu triunfar sobre o antigo companheiro de equipa Luiz Razia por 25 pontos. Até que já estava na altura, visto que já ia na sua 5ª temporada na categoria. E Razia  estava numa situação semelhante, indo na 4ª. Não quero com isto criticá-los: ambos mostraram um grande crescimento este ano, em especial Davide que fez uma primeira metade do ano incrível, chegando a 3 vitórias seguidas.

Mas é bastante notório o problema que cada vez mais tem vindo a afetar as categorias de acesso à F1, a permanência de vários pilotos em competições que teoricamente são para mostrar novos talentos, e por isso mesmo foram feitas como simples transições. Infelizmente acabam por ser vencidas por experiência,

Também certamente não tem ajudado a subida dos custos da GP2. Cada vez mais só há espaço para quem tem a sorte de um empresário que o patrocina (Estebán Gutiérrez), de um pai rico (não é, Max Chilton?) ou de um genro rico (não é, Giedo van der Garde?).

Van der Garde aliás é um dos piores casos. O holandês chegou a causar uma pequena guerra entre a Spyker e a Super Aguri em 2007, e venceu a World Series by Renault em 2008. No entanto o histórico na GP2 é bastante fraco mesmo ao fim de 4 anos não conseguiu melhor que 5º em 2011. Mesmo assim foi cotado como possível companheiro de equipa de Maldonado na Williams. Ou não estivessem os ingleses quase falir há 12 meses e com necessidade de alguns milhões da McGregor…

Enquanto isso a Formula Renault 3.5 assume-se cada vez mais como alternativa, até por ter o quase oposto. Pilotos talentosos, mas sem grandes patrocínios (com exceção dos jovens da Red Bull, como Vergne e agora Félix da Costa). Como Sorensen, Magnussen, Yelloly ou o líder Robin Frijns (que está a atrair muito a atenção de Peter Sauber).

Decididamente algo está errado na GP2 quando um piloto chega a 100 GP’s disputados (Luca Filippi) ou quando dois pilotos excepcionais e que são cotados para o título (James Calado e Felipe Nasr) necessitam de mais “experiência” antes de conseguirem o título numa categoria que tem o propósito de ser transitória!

Anúncios

Acções

Information

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: