Die Zukunft*

28 06 2012

* O Futuro

Depois de duas temporadas em que as 4 principais equipas não realizaram qualquer alteração no seu line-up de pilotos, a imprensa tem vindo a dar asas à sua imaginação, criando os mais rocambolescos cenários que se possam imaginar, na ausência de verdadeiras notícias dignas desse nome.

A mais recente criação diz respeito ao bi-campeão mundial Sebastian Vettel. Tem-se vindo a “noticiar” (entre aspas porque nem se podem classificar de notícias) que o alemão teria um acordo com a Ferrari para se tornar companheiro de equipa de Alonso a partir de 2014. O rumor começou por Stefano Domenicalli ter dito que os dois campeões poderiam coexistir, e com Alonso a dizer que não se importaria de o ter como companheiro.

Sinceramente? Não tem pés nem cabeça… Sebastian Vettel não é o tipo de piloto que gosta especialmente de desafios. A sua situação ideal é a de acumular vitórias, liderar corridas de princípio a fim, ter o melhor carro à sua disposição, e uma equipa inteira a apoiá-lo.

Analisemos agora a Ferrari. Começou o ano com um carro patético, e só à custa de muito suor de Alonso conseguiram amealhar duas vitórias, logo porquê sair de uma equipa que tem o hábito de acertar sempre com o carro? Depois há ainda a questão de Alonso. Não só o espanhol, mas também o alemão, não têm um historial muito bom quando os companheiros lhes começam a dar trabalho, pelo que não duraria muito uma “paz” entre dois pilotos que se consideram os melhores e que não têm o hábito de serem… graciosos nas derrotas.

Já para não falar do facto de ambos terem nas suas atuais equipas um tratamento de reis e senhores, sendo que nenhum deles estaria interessado em ter as atenções divididas no seio de uma equipa. Aliás quando Alonso se mostra interessado em dividir a equipa com Vettel, não deixo de ter a impressão de que ele quer mais dizer que gostaria de vencer Vettel com equipamento igual, para provar que é melhor…

E em todo o caso a alteração de que eles falam apenas teria algum efeito daqui a 2 anos, e muito provavelmente nem acontecerá. Pelo menos antes do final do contrato de Alonso terminar.

Todos parecem ignorar é outra vaga que tem grande potencial de ficar disponível, e que caso não fique poderá levar a alguns casos pendentes. Falo da atual vaga de Michael Schumacher.

O alemão tem vindo a expressar o seu desejo de permanecer em competição ao serviço da Mercedes, no entanto desde o seu regresso que não tinha vindo a apresentar resultados. Só que em 2012 o alemão tem vindo a mostrar um ritmo muito mais elevado que nos anteriores, e embora esteja com apenas 17 pontos (contra 75 de Rosberg) tem estado em boa forma, devendo-se a esmagadora maioria dos seus abandonos a problemas mecânicos.

Uma coisa parece certa: 2012 dificilmente será o ano da 8ª consagração de Schumacher, o que nos leva a ponderar se ele estará a pensar em prolongar a sua carreira (e por quanto tempo). É que ter Schumacher como relações públicas deve estar a dar um bom dinheiro à Mercedes, e com a sua subida de forma, fica mais fácil argumentar junto da casa-mãe a manutenção do hepta-campeão mundial.

O que não deixa de ter repercussões no mercado de pilotos. Já se falou várias vezes que os alemães estariam interessados nos serviços de Hamilton ou Vettel, aliciando-os com salários elevados, ou então do seu protegido Paul di Resta, que espera pacientemente na Force India, já para não falar do trio de jovens (Merhi, Vietoris e Wickens) que recentemente acolheram.

Assim temos uma das equipas de topo fechadas, olhemos agora para outras que já venceram este ano. A Red Bull manterá Vettel, e Webber já disse que só saía se deixasse de haver performance na equipa. A McLaren não deverá mexer. A Ferrari, na ânsia de dar um companheiro que não chateie Alonso e com os rumores de Vettel, poderá mesmo ter que optar por manter Massa. A Williams manterá um dos seus pilotos atuais, e dará lugar a Bottas.

Assim, a vaga que mais hipóteses tem de ficar livre ainda é a da Mercedes. O que não é também muito provável. O futuro mais próximo parece não trazer alterações nenhumas, mesmo…

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6 anos depois

26 06 2012

14 de Maio de 2006. O GP de Espanha era a sexta etapa do campeonato do mundo. Campeão do Mundo no ano anterior, Fernando Alonso vinha lançado para reconquistar o título, com 2 vitórias e 3 segundos lugares nas corridas anteriores, que o deixavam confortavelmente a liderar, à chegada do seu grande prémio caseiro.

Atrás dele estava o seu grande rival do ano, com o qual disputaria o título até ao final do ano, Michael Schumacher. O hepta-campeão mundial ganhara as duas últimas corridas, e mostrava que o desastre de 2005 não fora mais que uma exceção no seu currículo.

A qualificação viu ambos os Renault na primeira linha da grelha de partida, no entanto estavam com o equivalente a menos 6 voltas em relação aos Ferrari, pois o perigo que os carros italianos representavam, aliado ao facto de a pista de Montmeló ser famosa pelas grandes dificuldades em ultrapassar, assim o exigia.

A corrida em si, correu sem qualquer sobressalto. Ou emoção. Ou ultrapassagens, dignas desse nome. A procissão apenas contou com um momento hilariante (ainda que a Toyota possivelmente discorde), quando Ralf Schumacher bateu no seu companheiro de equipa Jarno Trulli na primeira curva, depois de ter visto frustradas as suas intenções de uma ordem de equipa, quando era mais rápido que o italiano, mas não conseguia arranjar modo de passar.

De resto, nada de especial. Fernando Alonso conseguia dominar de princípio a fim, tornando-se o primeiro espanhol a vencer em casa, para grande alegria de “nuestros hermanos”. Esta vitória certamente teria sido ainda mais amplamente festeja, se soubessem que apenas 6 anos mais tarde voltariam a ter semelhante feito repetido.

Goste-se ou não (inclino-me para a segunda hipótese), Fernando Alonso é decididamente um dos grandes da F1, e depois de ter tido que aturar a incompetência da sua equipa durante 2011 e no início de 2012, parece finalmente ter conseguido ter nas suas mãos um carro à altura do seu talento.

Por muito que o domínio exercido por Vettel até à sua falha mecânica seja preocupante, creio que o principal candidato ao título deste ano é Alonso. E caso vença será um título muito merecido…





Incognito

20 06 2012

Para quem não sabe a IndyLights é uma categoria inferior à IndyCar, e diretamente sancionada por esta. Um pouco como a GP2 é para a F1, basicamente. O campeão da IndyLights de 2011, Josef Newgarden, subiu este ano à categoria principal e por ser estreante obviamente que muitos dos fãs não conhecem ainda o americano. Só que ao invés de se deixar abater por isso, Newgarden até tira proveito, fazendo entrevistas a vários fãs (em roupas normais), perguntando-lhes se gostam de Dario Franchitti (uma piada recorrente, em que diz ser fã dele), e se já ouviram por acaso falar de um estreante chamado Josef Newgarden…

O vídeo está com um sentido de humor bastante aguçado, em especial quando uma das raparigas repara que tem o mesmo aniversário que ele. A reação foi brilhante… Até agora Newgarden conquistou apenas como melhor resultado um 11º lugar em São Petersburgo, mas de qualquer das formas já arranjei por quem torcer.





Título de Zero

8 06 2012

A Fórmula 1, como todos sabemos, é considerada por muitos como o principal expoente do automobilismo mundial. Quer isto dizer que todos os seus campeões mereceriam um grande respeito, como os melhores entre vários pilotos de elite que dão tudo para o conseguirem de vários cantos do mundo. Mereceriam, mas muitas vezes não o têm.

Talvez os leitores habituais deste blog já tenham reparado que não morro de amores por Fernando Alonso e Michael Schumacher. No entanto reconheço (com alguma resignação, eu admito) que são dois dos mais talentosos pilotos da história deste desporto, e como tal posso criticar as suas decisões, mas nunca disse nem direi que são maus pilotos só por não gostar deles.

Mas nem sempre é assim, muitas vezes já li várias opiniões de fãs de automobilismo que simplesmente decidem que um título mundial conquistado com muito suor e esforço não vale afinal nada, e que podem dar atestados de estupidez a pilotos que conquistam mais na sua vida do que muitos deles somados…

Um bom exemplo é Jenson Button, que mesmo hoje ainda tem vários cépticos no que toca ao seu talento, em especial nas comparações com Lewis Hamilton. Mas mesmo assim existe um piloto em especial na história da F1 que eu, pessoalmente, penso sofrer mais deste tratamento: Damon Hill.

O campeão do mundo de 1996 contou ao longo da sua carreira de F1 com companheiros de equipa muito talentosos (Ayrton Senna, Alain Prost e Jacques Villeneuve) e um título mundial, mas teve a infelicidade de ter tido Michael Schumacher como rival, e de ter conquistado o seu título num ano em que o alemão não estava ao seu melhor (primeira temporada na Ferrari).

Hill estreou-se na F1 em 1992 pela fraca Brabham, que desesperada por alguma fonte de receitas e atenção no seu final de vida, decidiu dar um carro ao filho do campeão britânico Graham Hill. Damon apenas conseguiu qualificar-se justamente no seu GP caseiro em Silverstone, em que apenas teve algum destaque quando Nigel Mansell (o vencedor) lhe deu quatro voltas de avanço…

No entanto o posto de piloto de testes da Williams, valer-lhe-ia um lugar como titular na equipa em 1993, ao lado de Alain Prost, conseguindo três vitórias. Em 1994, o britânico teria como companheiro de equipa Ayrton Senna, o que o relegaria para segundo plano, mas o infeliz e inesperado destino do brasileiro viria a promovê-lo à inesperada posição de líder da equipa. Hill fez o melhor que podia e graças à suspensão de Schumacher em duas corridas, chegou à última ronda a apenas 1 ponto do alemão.

No entanto, já sabemos o que aconteceu. Liderando a corrida, Schumacher sai de pista, colidindo com o muro. Vendo Hill aproximar-se, o alemão atira-se para cima do britânico, acabando com a corrida de ambos e vencendo o título.

A melhor descrição sobre o incidente que já ouvi foi dada, na brincadeira, por Jeremy Clarkson, ao descrever a mentalidade do alemão como: “Não te vou deixar vencer-me, porque sou simplesmente melhor que tu…”. E foi um pouco isso que aconteceu, Schumi simplesmente recusou-se a perder para Hill, por não o considerar um adversário verdadeiramente ao seu nível.

E mesmo após a conquista do seu título, raramente o inglês conseguiu qualquer reconhecimento dos seus adversários ou dos fãs de automobilismo, considerando-o como fruto de um carro dominador e um companheiro de equipa estreante (e mesmo assim Villeneuve ainda foi até à última corrida com hipóteses).

No entanto, sempre considerei Hill como um dos melhores pilotos da história, e sem dúvida como um dos mais subavaliados da história. Assim até ao fim do ano, irei publicar três das histórias sobre Hill que mais me convencem das suas capacidades.

Ah, e após o que aconteceu em Adelaide 94, Hill decidiu uns anos mais tarde dar um pouco de troco ao alemão, como se pode observar no vídeo. Em Suzuka 97, Hill não deixou Schumacher dobrá-lo, o que contribui para a aproximação de Frentzen, na disputa do 1º lugar.





Primeiras imagens de F1 2012

5 06 2012

Depois do lançamento do F1 2011 em Setembro do ano passado, confesso que fiquei bastante agradado com o produto final, que tive a sorte de poder jogar. Tinha um modo carreira divertido, e bastante bem conseguido (com entrevistas no paddock e objetivos a alcançar a cada corrida). Se bem que também há-que dizer que tinha algumas falhas bastante grandes, como alguns bugs, algumas penalizações online mal aplicadas (penalizavam quem não tinha batido), e uma Inteligência Artificial criticada por alguns (se bem que pessoalmente não tenha reclamações a apresentar a esse respeito).

Enfim, para quem não experimentava um jogo de F1 desde o já longínquo F1 06 para PS2, foi um jogo bastante divertido e que já joguei durante várias horas.

A Codemasters tem feito um trabalho tão bom que já viu o seu contrato (que acabava este ano) renovado durante mais alguns anos. E os jogos, tradicionalmente apresentados em Setembro, costumam ter por esta altura os primeiros vídeos de “Work in Progress” da edição que se aproxima. E assim foi, com as primeiras imagens do F1 2012 a saírem há aproximadamente 1 hora. O vídeo mostra uma volta no Circuit of the Americas, que este ano será palco do regresso do GP dos EUA.

Destas imagens vou tirar dois pequenos comentários.

Em primeiro lugar, o jogo em si apresenta-se sem grandes alterações visuais (o que é algo de positivo, porque o F1 2011 já tinha uns bastante bons), o que significa que devem ter estado a trabalhar em alterações no comportamento dos carros (que parece mais realista nas correções). As únicas alterações visuais que eu vejo é nos pneus, nomeadamente nas travagens queimadas e na relva que apanham.

Em segundo lugar, que o circuito do Texas vai ser bastante divertido para os pilotos, com muitas zonas a requererem a atenção e controlo, mas não vejo muitas oportunidades para ultrapassagens, o que, tendo em conta o fato de ser a penúltima corrida do ano e de este campeonato estar muito próximo, poderá dar um final anti-climático ao campeonato (antes desta é o GP de Abu Dhabi)…





Best of Motorsport

4 06 2012

A maioria das pessoas que se interessam por automobilismo tiveram por norma um interesse em carros. Parece uma conclusão bastante óbvia, eu sei, mas eu por exemplo tive um caminho um pouco diferente.

Desde que me consigo lembrar, recordo-me de ouvir o meu pai e o meu tio a falarem sobre a Fórmula 1, e de ver os desenhos (extremamente bem feitos, por sinal) deles dos F1 da época, feitos nos anos 70 e 80 com Jackie Stewart, Ligier, e mesmo alguns Vaillant…

E assim sempre me interessei muito pela F1, e levou a que até há poucos anos atrás eu nunca me tivesse interessado minimamente por nada no que toca a carros para além da F1. Quando comecei o blog, comecei a interessar-me cada vez mais pelas restantes categorias, e procurei ver algumas corridas destas.

Confesso que continuo a preferir a F1 sobre qualquer outra categoria, mas consegui ganhar gosto pelo WTCC e ainda mais pela Indycar. Foi mesmo por isso que este ano decidi ver as famosas 500 milhas de Indianápolis, e devo confessar que não desgostei nada. Se bem que preferia ter visto Sato a vencer, mas fica para a próxima.

A corrida de ontem também foi bastante engraçada de assistir, com a vitória de Scott Dixon, que sem dúvida a mereceu inteiramente. Mas ficou só a questão do asfalto se ter desintegrado por completo, forçando a corrida a uma interrupção para consertar os danos. Para uma categoria que tende a ser a F1 dos EUA, fica um certo ar de amadorismo, piorado pelo fato de ter sido em Detroit, a casa do automobilismo americano…

Mas fica o reconhecimento de que a Indy é uma das mais divertidas categorias de desporto automóvel atual.