Fica, estás perdoado!

7 11 2011

No início do ano critiquei bastante fortemente o DRS. Como poderia a Fórmula 1 optar por um dispositivo tão artificial com o objectivo de aumentar o espectáculo, quando o fazia de um modo incrivelmente patético? Os grandes Senna, Fangio e Clark deviam estar lá em cima completamente indignados com a ideia de semelhante coisa.

Pois é… Confesso que quase um ano depois tenho que voltar atrás.

O ano passado tínhamos a mais acirrada disputa de um campeonato do mundo de sempre, com 5 pilotos a lutarem entre si durante a quase totalidade do ano. Tudo estava bem, a cada corrida a classificação quase que se invertia por completo. E num ano como este, de domínio absoluto de Sebastian Vettel, estaríamos a travar uma guerra connosco próprios para ter a paciência de ver uma corrida inteira… Mas felizmente a “Troika” da F1 2011 entrou em acção: KERS, DRS e Pirelli.

O DRS acabou por me surpreender pela positiva.

Se os pneus italianos trouxeram muita desordem nas estratégias, a conjugação de KERS e DRS acabou por ser bastante interessante. Enquanto eram atacados com DRS, os pilotos da frente começaram a optar pela estratégia de combater os adversários com KERS. Confesso que resultou muito melhor do que a teoria fazia prever, e trouxeram bastante interesse às corridas de 2011 (ainda que a Red Bull e Vettel o tenham negado na classificação).

Mas continuo a defender um ponto do meu post do início do ano: a FIA ainda não percebeu que a parte mais emocionante das corridas não é ver ultrapassagens a torto e a direito, mas sim pôr os carros com uma ligeira vantagem para arriscarem mais. Por exemplo, para mim a melhor utilização do DRS foi no GP da Alemanha, estava simplesmente perfeito. A recta longa com uma ligeira curva do Nurburgring ficou com o DRS, e logo de seguida os pilotos tinham duelos excelentes na recta da meta. Perfeito.

Já o GP da Turquia e Bélgica foram simplesmente patéticos, com as ultrapassagens a serem feitas com uma facilidade absurda… E aí não concordei nada com o critério. Já o GP da Europa mostrou que a pista de Valência está a mais no calendário. Até é interessante de pilotar, mas para corridas emocionantes não dá… O que vale é que New Jersey vai tomar o lugar em 2013.

No geral temos que ter em conta que foi o primeiro ano do sistema. Existem alterações a fazer para 2012, sim. Zonas mais pequenas em Spa e Istambul (duvido que o Bahrain aconteça, por isso…), colocação mais estratégica (como no Nurburgring), e uma zona um pouco maior para o GP da Coreia (se houver).

Só que algumas vozes, como Ross Brawn, já se levantaram pedindo uma reavalição do DRS. Honestamente acho que o sistema tem tudo para ser aprimorado para o próximo ano, e temos que agradecer uma boa ideia da FIA. Fica DRS, estás perdoado!


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