Menos uma?

12 10 2011

Lembro-me de que quando foi anunciado em 2009 que a equipa Lotus regressaria ao grid de Fórmula 1 no ano seguinte, assumindo a estrutura da candidatura da Litespeed, fiquei céptico, para dizer o mínimo.

Ainda para mais vindo da Malásia, bem longe das raízes de Norfolk, e das terras de Sua Majestade onde Colin Chapman criou alguns dos mais brilhantes carros de F1 de todos os tempos. Mas foi aí que Tony Fernandes nos surpreendeu a todos.

O malaio colocou a estrutura da equipa de volta a Norfolk, e desde o início procurou mostrar que não era apenas mais um empresário que se limitaria a explorar o nome de uma marca, Fernandes queria estar à altura do que o nome Lotus representava para os fãs da equipa. E conseguiu, na minha opinião. Tudo bem, afirmar que a equipa estava a fazer o 500º GP, quando se ia apenas na 9ª corrida de 2010 foi um pouco abusivo, mas não consigo apontar outro defeito à empreitada, que se assumiu séria desde o início.

A Lotus na IndyCar... mais uma distracção!

Os problemas que este ano estão a ocorrer relativamente ao nome Lotus estarão a prejudicar as coisas, no entanto. Não me vou repetir novamente sobre como começou (procurem aqui, no Continental Circus, e noutros que tais, que explicam sem parcialidade), portanto vou saltar até ao momento atual.

A estrutura da equipa Renault está em granes problemas. A Genni não tem conseguido equilibrar as contas este ano, o que a obrigou a associar-se ao Group Lotus para conseguir sobreviver. Tão afundados em problemas financeiros, já está quase ultimado o processo de venda da equipa, com o nome de Lotus a mudar da atual proprietária para a equipa francesa (com um acordo de bastidores).

Contudo o líder do Group Lotus é cada vez mais olhado de lado. Dany Bahar tem vindo a roçar a loucura no seu plano de reerguer a marca (5 novos modelos de estrada, envolvimento em Le Mans, GP2, GP3, IndyCar e F1), e a tentativa de mudar o nome falho, com recusa da Ferrari, Sauber, Red Bull e Toro Rosso. Para relembrar, sem este acordo, a equipa não terá direito aos prémios de quase 50 milhões de euros a que tem direito pela participação este ano, causando ainda maiores problemas em Enstone.

A juntar a este problema, a Renault tem vindo a voltar a interessar-se pela F1, podendo retomar o controlo da equipa caso a Genni continue a falhar os pagamentos (o que deverá repetir-se).

A mudança de nome para Caterham não deverá levantar problemas.

Como se pode ver o castelo de cartas de Bahar está cada vez mais perto de cair. O líder da Lotus só cria inimizades, e tem-se falado no desinteresse da Proton, que poderá vender… a Gérard López, atual membro da equipa Renault! O que faria com que as mudanças pudessem ir avante, quem sabe, de um modo mais bem sucedido. Esperemos que sim, senão poderemos ver menos uma equipa no calendário de 2012…

Por último, a equipa de Tony Fernandes mudará o seu nome para Caterham, e ficará com o novo nome. Fernandes surpreendeu-me pela positiva, já que, obviamente desgastado pela polémica, decidiu ser sensato e colocar fim ao problema. Isto porque a equipa cresce a olhos vistos, tendo terminado pela primeira vez na volta do vencedor em Suzuka, sendo uma candidata ao meio do grid de 2012. Força, Caterham!


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