Guess who…

31 10 2011

Adivinhem… Pois é, Sebastian Vettel voltou a triunfar pela 11ª vez. Isto significa que em 2011 o alemão ganhou mais corridas do que nas suas anteriores temporadas… juntas! Confesso que no início do ano ainda tinha a crença de que Vettel não estaria a ganhar se tivesse um carro ao mesmo nível do dos adversários, mas depois das mais recentes exibições (como a ultrapassagem a Alonso em Monza) confesso já não ter tanta certeza…

Outra ideia minha do início do ano que não se verificou foi sobre a pista de Jaypee. Na altura achei que a pista nos daria uma grande corrida, mas pelos vistos não deu. Ainda que seja, talvez, a melhor pista feita por Tilke, no que toca a ultrapassagens ficou bastante aquém das expectativas, e nem com duas zonas de DRS se conseguiu dar emoção… Já ouvi dizer que isto se deveu, principalmente, por causa da quantidade de poeira que estava fora da trajectória ideal, portanto vejamos se para 2012 se lembram de a limpar antes.

Os olhares de Button e Alonso dizem tudo...

Aliás, o melhor momento da corrida foi mesma a extraordinária reacção de Rowan Atkinson ao incidente entre Massa e Hamilton. Isso mesmo, estes dois decidiram trocar mais um pouco de tinta entre o Ferrari e o McLaren… Desta vez aconteceu quando o inglês estava a colocar-se em posição de ultrapassar, e o brasileiro cortou-lhe a trajectória, mas Lewis não teve tempo de reagir. Concordo com a penalização a Massa, porque desta vez Hamilton, embora tenha arriscado muito, tinha já o nariz a menos de meio carro do de Felipe, e o brasileiro não podia esperar que ele simplesmente desaparecesse…

Sobre o Hamilton já ouvi alguém dizer meio a brincar que ele anda armado em Senna desde que viu o documentário. Isso deixou-me a pensar em algo. O Top Gear há algum tempo fez um vídeo de tributo a Senna, no qual Martin Brundle explica a técnica de Senna para ultrapassar:

“Ele habitualmente punha-nos numa posição em que iríamos ter um acidente, e deixava-nos a nós decidir de ter esse acidente ou não (…), e se não tivéssemos o acidente, estavas psicologicamente acabado. Ele então saberia que sempre que fizesse aquilo tu o deixarias passar.”

E é aqui que se pode tirar duas conclusões. Primeiro, não se pode fazer a todos os pilotos. Webber fez isso na Eau Rouge a Alonso este ano, e mais tarde disse que o fez pois confiava em Alonso para que este fosse sensato. E não num Felipe Massa que pilota mais com o coração que com a cabeça, por assim dizer. Em segundo, que Hamilton ainda não goza do respeito que Senna tinha nos adversários. Ninguém teme a sua aproximação. É simplesmente um adversário a ser combatido, o que Lewis não consegue aceitar…

Enfim, desviei-me um pouco do assunto. Mas também a única coisa importante depois disto foi a boa forma dos Mercedes, e a luta cada vez mais próxima pelo sexto lugar entre Sauber, Force India e Toro Rosso.

Actualização: Já me esquecia, feliz dia das bruxas! Fiquem com a mais assustadora história de Halloween de 2008 no vídeo abaixo.

Veja os resultados completos.

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A sério?

29 10 2011

Após a conquista da pole position de Vettel e do segundo lugar (já que Hamilton levou uma penalização) de Mark Webber, um repórter perguntou ao alemão se iria dar a vitória ao australiano para que Mark pudesse garantir o segundo lugar. Seb desconversou, mas a ideia mantém-se depois de Christian Horner já ter dado indicações de que tal pode acontecer, o que faz com que Webber tenha uma razão para sorrir neste mundial…

A sério?





O “Uncle Sam” tem melhor oferta…

27 10 2011

A notícia não passou exatamente despercebida, mas mesmo assim vale a pena falar um pouco sobre ela. Os EUA vão ter, a partir de 2013, um segundo GP, e logo em Nova Iorque (New Jersey se quisermos ser específicos…) que era  local que Bernie Ecclestone tentava fazer a F1 visitar desde à 20 anos atrás.

O discurso dos chefes de equipa foi o que se esperava: estavam todos felicíssimos, porque poderão satisfazer assim muitos patrocinadores com o cenário da “Big Apple” no fundo. Fala-se ainda sobre o facto de que a presença tão densa da F1 nos EUA é uma boa maneira de tentar convencer os americanos a ganharem o gosto, aproveitando a ligeira perda de popularidade da IndyCar.

Contudo, existem alguns problemas com este paraíso que as equipas acreditam que uma segunda corrida nos “States” representa.

A pista de New Jersey.

Em primeiro lugar, fica a questão de se isto não representará o fim do GP do Canadá. A proximidade das duas corridas (geograficamente e, pelo que se conta, no calendário) significará que os americanos sentir-se-ão menos tentados a visitar o país vizinho, podendo levar a que os organizadores de Montreal se ressintam. Outra questão é se os EUA continuam a ser o ambiente livre de crise que se acha que são. Os americanos têm-se ressentido com a crise tal como os europeus, e prevê-se mesmo que sejam ultrapassados daqui a uns anos pela China, como a mais importante economia mundial.

Por último, e tendo em conta que o nos interessa mais é o lado desportivo, o mais importante, a pista. O circuito em si não tem nada de muito mal, lembra-me (coincidência, ou não?) Montreal, mas ninguém me tira da cabeça que os melhores circuitos são os que são criados “normalmente”, e não por encomenda como faz Bernie com (sempre ele…) Tilke.

Aliás, os dois circuitos com que os EUA vai acolher a Fórmula 1 são ambos feitos por Tilke… “Ah, mas isso é porque os americanos gostam é de ovais, e não têm pistas a sério!”, podem alguns pensar. É aí que se enganam. Na melhor representação da frase “Dá Deus nozes a quem não tem dentes” os EUA são abundantes nas melhores pistas do mundo… Não acreditam? Aqui vai:

A descida impressionante da Corkscrew.

Laguna Seca – a pista da Califórnia pode não ser muito longa, mas compensa isso ao ter algumas das curvas mais bem conseguidas do mundo. No fundo a pista nem é muito rápida, não há nenhum reta digna desse nome, e as curvas se virmos bem nem são daquelas complicadas de fazer bem. Como à uns tempos o Verde disse, “O circuito é um verdadeiro arroz com feijão. Mas é o arroz com feijão mais bem executado que você já comeu na sua vida”.

Esta é uma boa metáfora, pois a pista tem mesmo um certo ar de neutralidade, mas é muito interessante nalgumas passagens, com destaque para a famosa Corkscrew (saca-rolhas), que é uma das melhores do mundo. A juntar a isto pode-se também referir que a American Le Mans Series e a Moto GP correm por lá, e que na altura em que Phoenix entrou no calendário lutava com a pista da Califórnia para o fazer.

Infineon Raceway – sempre que penso nesta pista, fico com alguma pena de a Fórmula 1 nunca ter corrido por lá. A pista é cheia de curvas desafiantes, a maioria das quais cegas, uma secção de curvas de alta ao estilo de Silverstone, e uma 1ª curva muito estranha e difícil de fazer bem. É também, infelizmente, um dos circuitos mais perigosos que existe, portanto muito dificilmente estará na F1 nos próximos tempos…

Road Atlanta – a pista do Petit Le Mans. Road Atlanta tem uma sequência muito bem feita no início da prova com vários S’ relativamente rápidos que vão dar a duas curvas de 90º para a direita, ao melhor estilo das Lesmos de Monza. A fase final lembra a do novo Nurburgring: reta ligeiramente em curva, que acaba numa chicane, que faz uma direita para a reta da meta. E a comparação não era um insulto… Das pistas que digo aqui, é a que teria mais probabilidade de ir para ao calendário.

Road America – Se bem que Road America também é uma pista não tão fora dos padrões da F1 como se poderia pensar. Tem várias retas e algumas curvas interessantes, que não são tão fáceis como inicialmente o piloto pensa ao entrar.

Deu para ver pelo tamanho das descrições que Laguna Seca é a minha favorita, mas coloquei mais três para demonstrar o disparate que é construir pistas novas num país que já as possui… Enfim, vejamos que surpresas nos esperam em Austin e New Jersey…

Atualização (29 Outubro) – Já está no YouTube uma versão da pista de New Jersey através do rFactor, que mostra os F1 na pista:





Veio para ficar?

21 10 2011

Para quem não sabe, o Bernie Ecclestone anda muito feliz da vida. E como qualquer fã de Fórmula lhe pode dizer, sempre o Tio Bernie está contente convém tomar cautelas, porque coisa boa não pode ser…

E com razão, o problema atual é que as equipas estão em desacordo, de tal modo que a unidade da FOTA pode mesmo ser colocada em causa devido ao Acordo de Restrição dos Recursos (RRA no inglês). Resumidamente o que aconteceu foi que se iniciaram suspeitas sobre a Red Bull, que alegadamente teria quebrado esse acordo, o que ajudaria a explicar em parte o domínio que têm exercido nas corridas.

O RRA foi importante para uma equipa como a Red Bull poder competir com equipas como a Ferrari, McLaren ou Mercedes e somos totalmente favoráveis a que seja promulgado. Mas é evidente que, quando uma equipa tem o desempenho que a Red Bull tem tido, a paranoia intala-se entre algumas das suas rivais e é a isso que estamos a assistir“, disse Christian Horner.

Quanto tempo até Mateschitz não achar piada à F1?

Se é bastante provável que ele tenha razão, levanta-se aqui uma importante questão: será que se pode levar a Red Bull a sério? Os fãs dos austríacos podem não gostar da pergunta, mas vamos refletir um pouco. Imaginemos que, por uma sucessão de acontecimentos, Newey e Vettel tivessem decidido ir para a Sauber, e esta tivesse o domínio que hoje tem a Red Bull. Seria certo e garantido que Peter Sauber se poderia reformar feliz da vida, enquanto a sua equipa continuaria muitos e muitos anos no campeonato.

Mas poderemos dizer o mesmo da atual bi-campeã mundial?

No fundo o que é a Red Bull para além de uma marca que aproveita as performances em pista para publicitar uma bebida? Ainda por cima sem qualquer ligação com o automobilismo… A dúvida que acaba por ficar em toda a gente, é se realmente poderemos contar com uma equipa que possivelmente não estará cá daqui a 10 anos!

É certo que são bons os passos dados pelos de Milton Keynes, como a ampliação da colaboração com a Infiniti, mas quando os tempos de vitórias forem (e em todas as equipas, mesmo que volte, há sempre uma altura em que se vai embora) o mais certo é Dietrich Mateschitz se farte e venda a equipa.

Mateschitz tem investido fortemente nos desportos, com particular incidência no automobilismo, mas é mais para deixar a marca Red Bull na mente dos jovens (público-alvo), e não verdadeiramente por espírito desportivo… Enfim, pode ser que me engane, mas tenho impressão de que num futuro não tão distante vão vender tudo à Infiniti. Fica aqui o palpite, vejamos como acontece.





Assim termina…

17 10 2011

Começo o dia bem cedo. 7 horas da manhã e começo a ver o GP de Fórmula 1 na Coreia. Foi uma corrida engraçada, mas não foi das que mais me entusiasmou. Vettel brilhou, já vi; luta forte pelo segundo lugar, já vi; Webber mostrou que os tinha e bem grandes, já vi… Estava mais entusiasmado com outra coisa. Há muito que vinha a ouvir dizer maravilhas da Indycar. Experimentos ver pela primeira vez.

Ainda para mais era a última corrida do ano, com a decisão do título: Dario Franchitti vs  Will Power. Já conhecia os dois lados: li há uns meses uma entrevista de Franchitti à Top Gear em que ele parecia simplesmente, um tipo porreiro que já venceu 3 títulos; e Power, um australiano que recebera a ajuda do compatriota Webber quando a carreira parecera estagnar, e estava com menos hipóteses. Estava a torcer por Power, era engraçado ver um novo campeão.

Wheldon, o ilustre desconhecido, festeja vitória em Indianápolis.

O resto do grid tinha alguns nomes que eu até conhecia: Danica Patrick, a “wonder woman” americana; Hélio Castro-Neves e Tony Kanaan, os braileiros bem-dispostos; Takuma Sato, que fora puxado para fora da F1; e Dan Wheldon. De Dan apenas sabia duas coisas: tinha vencido as 500 Milhas de Indianápolis na última volta, e concorria aos 5 milhões de dólares em Las Vegas. E foi nesta minha quase completa ignorância que comecei a ver a corrida.

Decididamente era diferente do que eu me habituava com a F1. As disputas eram incrivelmente acirradas, os pilotos iam colados uns aos outros, e tinha tudo que ser calculado ao limite. Enquanto me adaptava a este novo tipo de corridas, começa uma grande confusão. Carros por todos os lados, chamas, destroços, e nenhum tempo para evitar o acidente. “Grave acidente!” exclama o comentador. Está bem, mas isto é normal? Grave, como? Grave para os padrões de automobilismo ou para os da IndyCar? À medida que o tempo passa percebe-se que é a última alternativa…

Há quem se tenha safado: Patrick escapa a tudo, e já pensa no reinício; e o candidato ao título, Power envolveu-se bastante na confusão, mas está bem. Título para Franchitti.

Começa-se a perceber que um dos pilotos não está bem. Dan Wheldon é levado para o hospital, e começa uma agonizante espera. Perto das 23h30 é anunciado o que já se parecia adivinhar na cara dos pilotos, Wheldon sucumbiu aos ferimentos.

Não sabia muito bem como reagir. Aquilo que eu sempre observara como entretenimento, acabava de ceifar a vida de um dos seus membros. Parece que tenho um nó no estômago. Acabei de assistir pela primeira vez à morte de um piloto em directo. Não consigo olhar para os carros nas 5 voltas de homenagem, sem pensar neles como armadilhas mortais, em problemas graves de segurança, ou em Wheldon. Quem é Wheldon?

No fundo não sei bem. Apenas começo a juntar peças do puzzle. O choro descontrolado de Kanaan e Franchitti, os olhares tristes dos mecânicos nas 5 voltas, e, especialmente, o discurso de Franchitti no fim. Talvez eu não chore porque para mim Dan é um desconhecido, mas depois do discurso, no fim, de Dario quase que o faço.

Wheldon era muito querido pelo paddock. Aquilo a que se pode chamar um “nice bloke”. Com uma família que deixou para trás e muitos amigos que angustiam na sua ausência. Assim termina a minha primeira corrida de Indycar…

So long, Dan, rest in peace.





Menos uma?

12 10 2011

Lembro-me de que quando foi anunciado em 2009 que a equipa Lotus regressaria ao grid de Fórmula 1 no ano seguinte, assumindo a estrutura da candidatura da Litespeed, fiquei céptico, para dizer o mínimo.

Ainda para mais vindo da Malásia, bem longe das raízes de Norfolk, e das terras de Sua Majestade onde Colin Chapman criou alguns dos mais brilhantes carros de F1 de todos os tempos. Mas foi aí que Tony Fernandes nos surpreendeu a todos.

O malaio colocou a estrutura da equipa de volta a Norfolk, e desde o início procurou mostrar que não era apenas mais um empresário que se limitaria a explorar o nome de uma marca, Fernandes queria estar à altura do que o nome Lotus representava para os fãs da equipa. E conseguiu, na minha opinião. Tudo bem, afirmar que a equipa estava a fazer o 500º GP, quando se ia apenas na 9ª corrida de 2010 foi um pouco abusivo, mas não consigo apontar outro defeito à empreitada, que se assumiu séria desde o início.

A Lotus na IndyCar... mais uma distracção!

Os problemas que este ano estão a ocorrer relativamente ao nome Lotus estarão a prejudicar as coisas, no entanto. Não me vou repetir novamente sobre como começou (procurem aqui, no Continental Circus, e noutros que tais, que explicam sem parcialidade), portanto vou saltar até ao momento atual.

A estrutura da equipa Renault está em granes problemas. A Genni não tem conseguido equilibrar as contas este ano, o que a obrigou a associar-se ao Group Lotus para conseguir sobreviver. Tão afundados em problemas financeiros, já está quase ultimado o processo de venda da equipa, com o nome de Lotus a mudar da atual proprietária para a equipa francesa (com um acordo de bastidores).

Contudo o líder do Group Lotus é cada vez mais olhado de lado. Dany Bahar tem vindo a roçar a loucura no seu plano de reerguer a marca (5 novos modelos de estrada, envolvimento em Le Mans, GP2, GP3, IndyCar e F1), e a tentativa de mudar o nome falho, com recusa da Ferrari, Sauber, Red Bull e Toro Rosso. Para relembrar, sem este acordo, a equipa não terá direito aos prémios de quase 50 milhões de euros a que tem direito pela participação este ano, causando ainda maiores problemas em Enstone.

A juntar a este problema, a Renault tem vindo a voltar a interessar-se pela F1, podendo retomar o controlo da equipa caso a Genni continue a falhar os pagamentos (o que deverá repetir-se).

A mudança de nome para Caterham não deverá levantar problemas.

Como se pode ver o castelo de cartas de Bahar está cada vez mais perto de cair. O líder da Lotus só cria inimizades, e tem-se falado no desinteresse da Proton, que poderá vender… a Gérard López, atual membro da equipa Renault! O que faria com que as mudanças pudessem ir avante, quem sabe, de um modo mais bem sucedido. Esperemos que sim, senão poderemos ver menos uma equipa no calendário de 2012…

Por último, a equipa de Tony Fernandes mudará o seu nome para Caterham, e ficará com o novo nome. Fernandes surpreendeu-me pela positiva, já que, obviamente desgastado pela polémica, decidiu ser sensato e colocar fim ao problema. Isto porque a equipa cresce a olhos vistos, tendo terminado pela primeira vez na volta do vencedor em Suzuka, sendo uma candidata ao meio do grid de 2012. Força, Caterham!





A consagração

9 10 2011

No último GP, Jake Humphrey comentou na BBC que Singapura seria o local ideal para Sebastian Vettel vencer o seu segundo título mundial. Na altura discordei, e torci para que Seb esperasse mais duas semanas, e fazer naquele que, na minha opinião, seria o melhor local: Suzuka. Vettel vinha para a pista japonesa sabendo que precisava de apenas 1 ponto para chegar ao bi-campeonato, mas em vez de ser cauteloso, o alemão atacou sempre (como comprovou a pole de ontem).

Se olharem com atenção, está ali um bi-campeão mundial...

Talvez até tenha estado um pouco agressivo demais, como se viu na largada, quando empurrou Jenson Button para a relva. Tudo bem, não lhe chegou a tocar, mas foi apenas porque Button travou quando percebeu o que Sebastian se preparava para fazer. E, depois de reflexão, nada de penalizações… Aqui confesso que achei bastante injusto, já que os comissários parecem dar tratamento especial aos da frente. Se comete uma infracção é para ser punido, não é para ser só avisado (como Schumacher em Monza) ou sem nada a acontecer…

Detalhe também para o fato de que na entrevista de Christian Horner à BBC após a corrida, o dirigente da Red Bull tentava defender o seu piloto dizendo que “deixou espaço suficiente”, para levar a resposta ácida de Eddie Jordan, “podes-me dizer onde ele tinha espaço suficiente? Ele está na relva…”. Jordan tem os seus defeitos, mas ninguém o pode acusar de não dizer o que pensa!

Com que então não sabia ganhar no seco...

E, já agora, visto que estava a ficar esquecido: Jenson Button venceu… O britânico conteve-se depois do desentendimento com Vettel, poupando pneus, o que lhe viria a ser útil mais tarde, liderando uma boa parte da corrida, e mesmo quando Alonso e Vettel ameaçaram a liderança, ele conseguiu responder e aguentar a pressão. Para variar, o seu companheiro de equipa voltou a fazer tudo mal. Hamilton tentou forçar o andamento no início, danificando os pneus, e depois tocou em Massa (outra vez…), a caminho de um fraco 5º lugar…

A Mercedes parecia ter bom ritmo em Suzuka, com Schumacher a chegar ao 7º lugar, e Rosberg a recuperar da última fila até ao 10º. Na Sauber foi quase o oposto da qualificação: enquanto Pérez brilhou, Kobayashi teve vários problemas e falhou os pontos depois de brilhar no Sábado… Enquanto isso, na Renault Petrov voltou a pontuar, com Senna a não conseguir acompanhar o russo. Por último, destaque para o fato de que os Lotus conseguiram terminar na volta dos vencedores, mostrando a evolução da equipa de Tony Fernandes, que poderá chegar ao pelotão intermediário para o ano.

Veja os resultados completos.