A corrida dos “se”

29 08 2011

Se se pode descrever este GP da Bélgica, talvez o melhor modo de o fazer seja como a corrida dos “se”. Isto porque vários foram os pilotos que a acabaram com a sensação de que poderiam ter ido mais longe, caso não tivessem tidos os problemas que os afectaram.

Se Jenson Button não se tivesse qualificado tão baixo no grid, devido a uma falha do seu engenheiro, o britânico poderia ter almejado (mais) uma vitória. Button partiu do 13º lugar, o que o deixou no meio da confusão da partida, “perdendo” o seu espelho retrovisor (antes isso que a cabeça…) e danificando a asa da frente, o que o obrigou a parar nas boxes. Mesmo com tudo isto, Jenson conseguiu chegar ao 3º lugar. Teria sido o vencedor…

O velhote ainda sabe uns truques...

Se Michael Schumacher não tivesse tido a estranha falha, que provocou um acidente na Q1, antes de poder efectuar qualquer volta, Schumi não teria partido do último posto, o que teria colocado potencialmente num posto muito mais alto do que o que acabou. E, no entanto conseguiu chegar em 5º à frente do companheiro de equipa (que tinha começado nessa posição). Nada mal!

Se Bruno Senna não tivesse calculado mal a distância de travagem do seu Renault, teria conseguido certamente um bom resultado no seu regresso às pistas, ainda para mais com o bom ritmo que tinha demonstrado ao longo do fim-de-semana. E teria certamente feito melhor que Petrov, já que o vinha a controlar bem. Pode-se dar o desconto nesta corrida, porque não fazia uma partida de F1 há muito tempo, mas se repetir em Monza já não tem desculpa…

Senna tem mais uma oportunidade em Monza.

Se Lewis Hamilton não tivesse acertado em Kamui Kobayashi enquanto se defendia dele (este parênteses vai ser longo: sim, foi Hamilton quem bateu, senhores Brundle e Coulthard. Nos comentários oficiais, estes afirmavam que o japonês tinha sido agressivo e não soube desistir do ataque, quando o japonês claramente já tinha desistido e não mexeu o volante um milímetro… É por isto que não se pode contar com as opiniões sobre compatriotas, a defesa a Hamilton foi óbvia demais!), e por isso comprometeu uma estratégia que poderia tê-lo colocado na luta com os Red Bull.

Se… aliás, quando (visto que esteve perfeita durante todo o ano) a Red Bull vencer o campeonato de equipas, e Vettel o de pilotos, será altura de afirmar que o mereceram. Numa pista em que teriam supostamente dificuldades, a dupla Vettel-Webber fez uma dobradinha, o que poderá significar que não terão tantos problemas como o ano passado em Monza. Uma coisa é certa: Vettel vai vencer o seu bi-campeonato. Sejamos honestos ao afirmar que ele o merece este (até agora nunca acabou abaixo de 4º!) seu bi-campeonato. Parabéns Sebastian!

O seu companheiro não está a conseguir acompanhá-lo, mas mostrou que está em baixo, mas não fora, ao assinar a renovação do seu contrato por mais um ano, e fazer a manobra que podem ver em baixo sobre Alonso na Eau Rouge. “Nada mal para o segundo piloto”…

Veja os resultados completos.


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