Quando a corrida acaba

25 07 2011

Normalmente quando uma corrida acaba, podemos sempre dividir os pilotos em categorias. Aqueles que se encontram insatisfeitos com o seu resultado, com um semblante carregado; e aqueles que festejam pelas razões opostas. No desporto automóvel é tradicional que os festejos sejam algumas manobras vistosas para o público, ou com alguns gritos e gestos.

Na Fórmula 1 contudo não é possível: os dirigentes algures nos últimos anos decidiram que a F1 era demasiado “sofisticada” para essas idiotices, claro está! O piloto que agite os braços e grite, mas que o faça civilizadamente… No entanto, se perguntarem a quem quer seja, não se querem ver robôs a lutar na pista, querem-se ver pessoas de carne e osso, que se emocionem e irritem. No fundo, gostamos de ver cenas como as do GP de França de 2001.

Portanto, quando se assistiu neste fim-de-semana no Nurburgring, a Mark Webber a dar boleia a Fernando Alonso, fez-se algum destaque sobre o que a FIA faria. Acabou por dar apenas uma advertência, o que na F1 é o mesmo que dizer que não se fez nada… Fiquei contente com esta decisão, porque tratou-se da repetição de uma cena que já antes tínhamos visto (Senna no carro de Mansell a ser o mais famoso). E, no fundo, relembrou-nos como é realmente celebrar na F1.

Mansell e Senna em Silverstone: uma imagem cada vez menos vista na F1.

Até porque há outros exemplos desta interferência nas celebrações. Basta ver o caso dos famosos “donuts”. As duas últimas vezes que isso aconteceu dizem muito sobre a situação: Raikkonen no GP da Bélgica de 2007, embora isso não surpreenda visto que o finlandês está-se muito bem a lixar para as regras; e Hamilton no GP do Reino Unido de 2009, embora ele o tenha feito porque acabou tão baixo na classificação que não perderia rigorosamente nada em caso de penalização.

Sinceramente é nestas alturas que acredito que a F1 embora tenha ganho muito sobre a influência de Ecclestone, também perdeu ainda mais no lado desportivo… Foi por isso que este ano comecei a seguir com alguma atenção o WTCC, GP2 e GP3: categorias simples, sem rituais parvos e aborrecidos.

E até mesmo a Indy (ainda que apenas nas pistas não-ovais) me começa a interessar, em especial depois de ler o excelente post do Verde. No fundo a F1 tem que pensar seriamente em sair do seu pedestal, sob pena de perder o seu lado interessante…


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