Futuro risonho para a Lotus

28 04 2011

Quando Tony Fernandes anunciou que tinha conseguido a 13ª vaga da temporada de 2010, fazendo regressar o nome Lotus à F1, confesso que não fiquei completamente contente com a decisão. Na altura pensei que o empresário malaio era mais um aventureiro, com mais dinheiro que juízo, a tentar a sua sorte num dos mais caros desportos do mundo. E o pior é que se estava a preparar para “queimar” o nome Lotus enquanto o fazia…

À medida que o ano se desenrolou pudemos, no entanto, constatar que Fernandes vinha realmente com o propósito de se manter na F1, com um projecto sólido, e com o objectivo de honrar, e não simplesmente usar, a tradição da Lotus. O acordo com David Hunt fazia parte desse propósito, mas a Proton não gostou e decidiu aproveitar a oportunidade para reivindicar os direitos do Team Lotus recém adquiridos por Fernandes.

Tony Fernandes recusou-se à infantilidade de pintar o carro como o Group Lotus, mesmo com um projecto apresentado por um fã.

O resto da história já conhecemos: o Group Lotus está neste momento a patrocinar a Renault, assumindo-se como a verdadeira Lotus, e lutando em tribunal com a equipa que possui neste momento o nome de Team Lotus. O caso está a correr francamente mal para Dany Bahar e o Group Lotus, sendo que quase todos acreditam que será Tony Fernandes a vencer o caso. Logo, todos acharam estranho quando chegou a notícia de que estes haviam comprado a Caterham.

Algumas pessoas começaram a dizer que seria para o caso de perderem o caso “Lotus vs Lotus”, mas na realidade tratou-se de uma excelente estratégia de Fernandes, pois a Caterham produz o seu modelo baseado no Lotus 7, que quando deixou de ser produzido pela marca, foi aproveitado pela Caterham, que ao longo dos anos o tem vendido como um carro desportivo relativamente barato (metade de alguns carros de marcas estabelecidas, como a Porsche, de performances idênticas).

A compra da Caterham foi um modo eficaz de homenagear Chapman.

Esta operação leva a que Tony Fernandes consiga fazer um melhor trabalho de homenagear o legado de Colin Chapman, já que enquanto Bahar tenta elevar a Lotus ao patamar de Ferrari (e McLaren, com o novo MP4-12C), Fernandes mantém-se simples com o lema de “menos é mais” que deu vários fãs aos britânicos.

Ainda de destacar o futuro patrocínio da Sonangol, com o angolano Ricardo Teixeira a ser já piloto de testes do Team Lotus, que levará a que a equipa viva um pouco mais confortavelmente.

Se a isto juntarmos o facto de a Lotus se ter colocado no meio do pelotão no GP da China, e de que Mike Gascoyne espera que as alterações a ser aplicadas ao T128, levem a que a equipa possa, se calhar, acumular os seus primeiros pontos no GP de Espanha, e podemos verificar que o futuro é de facto risonho para os lados de Norfolk…


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