O erro da Renault

13 02 2011

Terminam hoje os treinos da Fórmula 1 em Jerez. Como todos sabemos, estes testes na pista espanhola servem para que os dirigentes da marca de Enstone possam decidir quem tomará o lugar de Robert Kubica durante (toda?) a temporada. Nick Heidfeld e Bruno Senna são os “candidatos”, sendo que o alemão testou ontem, e neste preciso momento o brasileiro tem o volante do R31 nas mãos.

Não que se trate mesmo de uma competição entre os dois… Na realidade Heidfeld tem o lugar, quase certamente garantido.

Heidfeld deverá ser o escolhido para o #9.

Para começar, quando a Renault apresentou o seu monolugar, apresentou igualmente um “exército” de pilotos de teste, mas afirmou que na realidade, quem assumiria a tarefa de terceiro piloto, ou seja, o papel de substituir um titular se fosse necessário, pertencia a Bruno Senna. E aqui a equipa não fazia a mínima ideia da precipitação das suas acções…

O que os franceses (na realidade são agora britânicos, mas enfim…) tinham em mente com isto, era agradar ao patrocinador, a Lotus, visto que deste modo teriam um Senna, a bordo de um carro com cores JPS, e motores Renault; que em teoria seria o substituto imediato de Petrov ou Kubica. A ideia principal seria colocar alguma pressão sobre Petrov, mas acabou por ser o segundo a “falhar”.

Isto colocou um problema à Renault, que não estava preparada para ser o polaco a ter que ser substituído: todo o trabalho no R31 necessitou da supervisão de um piloto experiente como Robert, bem como do seu enorme talento ao volante, para tentar chegar às vitórias. Heidfeld, portanto assenta que nem uma luva, nesta operação de minimizar os estragos.

A Renault talvez tenha posto "pata na poça" ao colocar Senna como 3º piloto...

Muitos já referem que a temporada já está perdida, pelo que poderiam colocar Bruno para o testar, contudo sou dos poucos que vêem o oposto: o R31 tem potencial, pelo que necessitam de alguém com experiência. Embora, não haja ninguém ao nível de Kubica no mercado, Heidfeld é que mais perto chega.

Visto por muitos como pouco veloz, na realidade o alemão tinha muitas vezes o problema de “estar no local errado, à hora errada”… Preterido por Raikkonen para o lugar ao lado de Coulthard na McLaren em 2002, quando voltou a ter um carro competitivo nas mãos em 2007 (o BMW-Sauber), teve a infelicidade de ter ao seu lado, justamente Kubica. Nick tem potencial, e tem uma grande oportunidade de mostrá-lo!

Quanto a Senna: o brasileiro está a testar para acumular alguns quilómetros (como o próprio disse), e deverá apenas estar a dar a noção de lutar com Heidfeld, sem no fundo estar. O mais provável é regressar aos GP’s apenas em 2012.

No seu discurso a seguir à sessão de testes de ontem, Heidfeld deu um discurso que deu a entender já estar a ajudar a desenvolver o carro:

“Tivemos um bom dia, sem muitos problemas, e todas as mudanças que fizemos no carro foram para a direcção correta e melhoram o rendimento, e então pude apertar mais e mais.”

A decisão já foi tomada, e o erro da Renault foi querer “ficar bem na fotografia” ao colocar Senna como substituto, quando na realidade não tinham intenção de o fazer…


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