Assim já está melhor

4 02 2011

Se eu pudesse decidir como funcionava a Fórmula 1, uma das medidas tomadas seria a de obrigar à existência de corridas durante todo o ano sem pausas. Uma a cada semana parece-me aceitável. A pré-temporada e a sua ausência de novidades costuma-me irritar levemente. Claro que nós sabemos que não pode ser assim – os pilotos e restantes funcionários das equipas merecem um descanso do trabalho que realizam ao longo do ano, pelo que estas pausas são necessárias.

O novo MP4-26.

Contudo, uma das maiores atracções (mais ou menos) é a apresentação dos novos carros para a temporada que se avizinha. O longo tempo de espera leva-me a crer que os engenheiros estiveram a usar todo o seu engenho e talento na criação do novo chassis, imaginando as melhores maneiras de usar um pormenor do regulamento para o contornar, criando uma fantástica ideia que nunca passara pela cabeça de mais ninguém.

Nos últimos anos, contudo, isto não tem vindo a ocorrer: a esmagadora maioria das equipas tem vindo a optar por soluções conservadoras, esperando que algum corajoso se atreva a criar algo, de modo a poder copiá-lo o mais rapidamente possível…

Isto foi visível nesta pré-temporada, sendo possível observar que todos os carros apresentados eram quase idênticos, sem grandes invenções. OK, talvez se possa considerar os escapes da Renault ou a tomada de ar acima da cabeça dos pilotos dividida na Lotus, mas nada que os distinguisse particularmente.

Hoje, no entanto, e felizmente, foi provado o oposto pela McLaren. Mesmo antes de falar do carro, pode-se falar da sua apresentação – ao invés da tradicional tarefa dos pilotos retirarem a cobertura do monolugar, os britânicos tiveram a ideia de colocar o carro nas ruas de Berlim, com o carro a ser construído aos poucos, e as duas últimas peças a a serem colocadas pelos pilotos Lewis Hamilton e Jenson Button. Começava bem…

E depois vimos o novo MP4-26. Como fã da marca de Woking, só poderia ficar contente com a nova máquina: de todos os ângulos é possível observar que nada foi deixado ao acaso, tudo parece ter sido alvo de um cuidado trabalho dos engenheiros. A zona lateral não está na habitual forma, formando um L, uma solução curiosa e que se der resultados positivos, rapidamente será copiada.

Existe igualmente uma segunda tomada de ar acima do piloto, possivelmente para tentar compensar a carga aerodinâmica perdida pela asa traseira na sequência da proibição do difusor duplo. A asa da frente foi, também, alvo de grandes modificações.

Ao ter corrido nos testes de Valência com o carro de 2010, acreditava-se que a McLaren poderia ter perdido valioso tempo em pista com o MP4-26, no entanto tratou-se de uma jogada inteligente, não só para levantar mais informações acerca dos Pirelli, mas também para diminuir o tempo que as restantes equipas terão para copiar, caso os conceitos presentes nele dêem frutos.


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